A eleição está chegando e logo volta a correr o seguinte boato (sim, é um boato):

Voto Nulo
000 + tecla verde
SAIBAM COMO SE FAZ.
Será que teremos que exercer o voto NULO nas próximas eleições?!
ENTENDA O PORQUE DE NÃO EXISTIR A TECLA NULO
SE CADA UM DE NÓS INFORMAR 10 OU 20 PESSOAS E ESTAS, POR SUA VEZ, TAMBÉM DIVULGAREM PARA A SUA LISTA DE CONTATOS E ASSIM SUCESSIVAMENTE….
EM BREVE TEREMOS UM NÚMERO SUFICIENTE DE PESSOAS ESCLARECIDAS QUANTO AO VOTO NULO.
LEIAM COM ATENÇÃO O TEXTO ABAIXO PARA ENTENDER MELHOR.
VOTO NULO = 000 + TECLA VERDE
Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras ( o tal do “menos ruim” ) e com isso acaba afundando mais o nosso país!
Mas, aí você diz: “Nesse caso, não temos saída”.
Engano seu.
O QUE VOCÊ NÃO SABE É QUE, SE NUMA ELEIÇÃO HOUVER MAIORIA DE “VOTOS NULOS”
É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA!!!
Ainda não entendeu ?
Se, no exemplo de eleição acima, você e muita gente votasse nulo, seria obrigatório haver uma NOVA ELEIÇÃO e esses ~pilantras~ não poderiam concorrer ao mesmo cargo político, pelo menos por mais 4 anos !
Segundo a legislação Brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos não eleitos ficarão IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESSA NOVA ELEIÇÃO !!!
É disso que o Brasil precisa:
Um susto nessa gente!
Esta campanha vale a pena!
N U L O neles !!!
POR FAVOR DIVULGUE, PELO MENOS COMO UM TRABALHO DE UTILIDADE PUBLICA, PARA QUE AS PESSOAS SAIBAM SEUS PRECIOSOS DIREITOS ELEITORAIS !
Leve isto a sério! O Brasil precisa de cidadãos sérios! Chega de cidadãos mais ou menos sérios!”

Sempre surge alguém para afirmar que irá votar nulo, declarando a finalidade de promover a anulação da eleição.

Para os defensores da campanha do voto nulo, o art. 224 do Código Eleitoral prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país.

O que é essa “nulidade”?

Não se trata, do que muitos chamam de “manifestação apolítica” do eleitor, ou seja, o voto nulo que o eleitor marca na urna eletrônica ou convencional.

A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares.

É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística.

O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat, onde “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum”. Do mesmo modo, o voto branco.

O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito, dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum.

O que são os “votos válidos”?

Como dito acima, os votos nulos e brancos são entendidos como se não existissem, logo eles são desconsiderados para fins de contagem dos votos. É importante que fique bem claro que, ao exercer a opção de nulo ou branco seus votos não estarão indo para nenhum candidato.

Contudo, uma coisa é importante explicar, apenas os votos válidos são considerados para calcular o resultado das eleições. Os votos válidos são determinados pela soma dos votos nominais e dos votos na legenda.

Votos nominais: são os votos direcionados somente a um candidato. O voto nominal ocorre quando o eleitor digita o número completo do candidato na urna eletrônica e aperta a tecla verde “Confirma”.

Votos na legenda: são aqueles onde o eleitor escolhe votar no partido ou na coligação e só é permitido nos cargos que possuem mais de uma vaga (deputado federal, deputado estadual e vereador). Para validar o voto na legenda o eleitor deve digitar na urna os dois primeiros números do candidato, que correspondem ao número do partido ou coligação, e apertar a tecla verde “Confirma”.

Considerações quanto aos votos válidos

Após essas explicações, é preciso se atentar a uma coisa. Quando você vota nulo ou branco, você acaba por facilitar a vitória do candidato que está com mais votos válidos, vamos explicar melhor, usando as eleições suplementares do Estado do Tocantins.

Fim da apuração
Votos válidos: 490.461
Abstenção: 355.032
Nulos: 155.627
Brancos: 17.209
Total de eleitores: 1.018.329

Urnas apuradas: 100%
Mauro Carlesse (PHS) – 75,14%
Vicentinho Alves (PR) – 24,86%
Brancos – 2,59%
Nulos – 23,46%

Os número dos votos válidos são de 490.461 eleitores, logo os 75,14% do candidato vencedor Mauro Carlesse é contabilizado apenas dos votos válidos, totalizando assim 368.553 eleitores votando nele.

Contudo o total de eleitores do Estado do Tocantins inteiro é de 1.018.329, para ele alcançar o mesmo resultado supondo que todos iriam escolher entre um candidato e outro, ele teria que alcançar um total de pelo menos 765.123 eleitores.

Portanto, é importante explicar que os votos nulos e brancos não foram transferidos para o candidato com mais votos, mas percentualmente ele precisou de mais pessoas votando para alcançar um resultado que provavelmente ele não alcançaria se não houvesse tantos votos nulos, brancos e abstenções.

Não deixe para reclamar amanhã se candidato X ou Y é ruim, exerça seu direito constitucional do voto, e escolha quem você acredita que pode mudar o país para melhor.

Fontes Bibliográficas: TSE  |  Eleições 2018